…Não Existe na História da Teledramaturgia um Projeto Tão Inovador Quanto o Nosso. Só dá Para Equiparar Com Pantanal…

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Vende-se Um Véu de Noiva, a próxima novela de Íris Abravanel, baseada na obra homônima de Janete Clair, estreia no dia 16 de junho, às 22h, no SBT. Com direção geral de Del Rangel, a trama, com 30 personagens fixos e previsão de 188 capítulos, traz uma nova estética visual à teledramaturgia do SBT e tem o objetivo de consolidar o horário na emissora.

Nesta terça-feira (9), durante entrevista concedida na coletiva de imprensa realizada no SBT, em Osasco, São Paulo, Íris Abravanel contou que está ansiosa com seu novo trabalho.

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"O maior desafio de minha carreira é adaptar o texto de Janete Clair, não só pelo peso do nome, mas também porque o texto foi produzido para o rádio. Então, todas as informações são radiofônicas. Janete Clair é a maior e mais criativa novelista do país. A pedido de Sílvio Santos, mantive a trama central original. O que estamos fazendo é criar tramas paralelas para estender a história aos 188 capítulos", contou ela.

A autora também falou que não ficou chateada com as críticas ruins recebidas por Revelação, sua última novela no SBT.

"Aprendi muito com as críticas e não as recebi de maneira negativa. Para mim, foi um aprendizado. O grande problema de Revelação é que a obra estava fechada. Por isso, não tive condições de alterar o que o público não aceitava. Agora, ao contrário. Se o público odiar um personagem, vou poder até matá-lo", brincou Íris Abravanel.

Já o diretor geral da novela, Del Rangel, contou que Vende-se Um Véu de Noiva é o trabalho mais inovador de sua carreira.

"Essa novela é o filho que eu nunca tive. Vamos balançar as estruturas da concorrência, porque não existe na história da teledramaturgia um projeto tão inovador quanto o nosso. Só dá para equiparar com Pantanal. Vou concorrer com o Lauro César (autor de Poder Paralelo, da Record), que é alguém que admiro. Ele é fantástico, um grande amigo meu. Será um desafio. Mas tenho certeza que vamos arrebentar porque o texto dele é muito pesado, e nossa história é bem mais leve. Mas o objetivo não é a audiência, e sim consolidar o horário. As novelas não vão parar, como aconteceram anteriormente", explicou o diretor.

Segundo Del Rangel, as locações externas estabelecem uma forte relação com a cultura e universo dos pescadores. Com tom ecológico, a história aborda questões polêmicas e atuais, como a preservação da fauna marinha, biodiversidade e poluição das águas. As principais locações estão centradas na cidade do Guarujá, explorando praias e ilhas. A Ilha dos Arvoredos, frente à praia de Pernambuco, é um dos cenários. Uma casa de campo em Itatiba, interior de São Paulo, também é palco de um dos núcleos mais importantes do folhetim.

“A novela será um filme de 188 capítulos, com 70 % das cenas gravadas em externas, e uso de técnicas cinematográficas. O telespectador vai sentir uma inovação. As imagens ficaram diferentes do habitual. As casas, os lagos, o mar e o sol são reais. A forma como a novela está sendo construída tem uma verossimilhança com a realidade, mais próxima à linguagem do cinema”, conta o diretor.

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